A base norte do Instituto de Oceanografia em Ubatuba/SP oferece toda a infra estrutura necessária para os trabalhos do pesquisador ou estudante da USP. Conta também com um laboratório espaçoso, com acesso a internet, e tanques para armazenar os animais coletados em alto-mar.
Mas o local poderia facilmente ser confundido com uma confortável pousada. A placa no portão com o nome da base gravado em madeira esculpida, é bem característica da hotelaria litorânea. O alojamento tem uma invejável vista ao mar, e é possível dormir ao som das ondas.
Neste segundo dia de expedição, o repórter-cinematográfico Wilson Montanha acordou mais cedo (06:00hs) para gravar o nascer do sol belíssimo, que serviu para ilustrar todas as três reportagens do programa.
O calor que veio em seguida era sinal de que o dia prometia render...
E rendeu... Todos os problemas ocorridos no dia anterior, não se repetiram. Nossa camera sub funcionou bem, os dois mergulhos previstos foram perfeitos, e os pesquisadores ficaram bastante satisfeitos com o resultado da coleta de invertebrados, como estrelas-do-mar, pepino-do-mar. Animais que vão fazer parte do acervo do Museu de Oceanografia da USP na capital.
Para finalizar o dia, a tentativa era de pegar peixes também, mas do jeitão tradicional com anzol, linha, e os pedaços de lula que compramos na peixaria...
A pescaria foi na praia do Flamenguinho, bem afastado da civilização, mas com uma grande construção irregular ainda pela metade. Pelas normas ambientais é proibido qualquer tipo de construção em área de proteção, e pelo que nós observamos, o dono do pedaço pretende levantar uma bela casa de praia.
Bem, mas uma hora depois com anzol e linha na água... nada de peixe...
Retornamos à base, e deixamos essa tarefa para o terceiro dia...
Continua...
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
Making Of - Diário Ecologia "Expedição em Ubatuba" - Primeiro Dia
Hoje foi ao ar o programa Diário Ecologia com o tema: Expedição USP. Os três blocos do programa mostram como foram os 3 dias de trabalhos na base norte do Instituto Oceanográfico da USP, em São Paulo. Na verdade foram 4 dias, o problema é que um dia da expedição foi perdido e este texto explica por que.
A idéia da pauta era acompanhar o mergulho de dois pesquisadores que iriam coletar animais no fundo do mar. Amostras que serviriam para estudos e para fazer parte do aquário do Museu Oceanográfico da USP na capital.
Quem assistiu o programa não imagina os problemas que enfrentamos no primeiro dia de expedição.
No barco estavam abordo eu, o repórter-cinematográfico Wilson Montanha, o biólogo Fabiano da Silva Attolini, e o chefe do Museu Oceanográfico da USP, Sérgio Teixeira de Castro.
Quando paramos na Ilhota Sul da Ilha de Anchieta, nos preparamos para mergulhar, mas a caixa estanque (equipamento que protege a camera de video para gravações embaixo dágua) embaçava a lente toda vez que entrava na água, ou seja, não conseguimos gravar nada nesse dia.
Como já estávamos longe da base, resolvemos aproveitar para conhecer a biodiversidade do lugar sem poder filmar.
Mergulhamos, e apesar do dia quente como verão, parecia que era enfrentar as águas geladas do Ártico. Foi um péssimo mergulho já que a visibilidade estava ruim, e nada de peixes, invertebrados, nada... Era como mergulhar num mar sem vida...
Mas o que era ruim, poderia ficar pior...
Uma hora depois quando voltamos à superfície, nosso barco (uma "chatinha" de 5 metros de comprimento) estava completamente alagado, todos os nossos pertences boiando. Se a gente não voltasse logo 20 minutos depois, o barco seria mais um na estatística de naufrágios.
Sem desespero, o chefe do Museu Oceanográfico Sérgio Teixeira de Castro, tratou de tentar ligar o motor... nada de pegar... 50 tentativas depois... sem sucesso...
Eu fiquei encarregado de tirar a água do barco com ajuda de um balde, enquanto isso Wilson Montanha e o biólogo Fabiano esperavam boiando no mar para não fazer peso na embarcação.
Ficamos nessa situação por mais uma hora quando ligamos pelo celular (incrível mas apesar da distância da praia, o sinal estava bom) para acionar um resgate na base da USP. O segundo barco apareceu 40 minutos depois, e nos rebocou de volta com segurança.
Apesar dos problemas, foi uma situação inusitada tirar água da embarcação, sem saber ao certo se o motor iria pegar ou não...
Pena que estes momentos não foram gravados. Nossa camera principal estava embalada com segurança por que não é à prova dágua. Por isso não foi possível fazer esse registro.
Assim foi o nosso primeiro dia da expedição...
continua...
A idéia da pauta era acompanhar o mergulho de dois pesquisadores que iriam coletar animais no fundo do mar. Amostras que serviriam para estudos e para fazer parte do aquário do Museu Oceanográfico da USP na capital.
Quem assistiu o programa não imagina os problemas que enfrentamos no primeiro dia de expedição.
No barco estavam abordo eu, o repórter-cinematográfico Wilson Montanha, o biólogo Fabiano da Silva Attolini, e o chefe do Museu Oceanográfico da USP, Sérgio Teixeira de Castro.
Quando paramos na Ilhota Sul da Ilha de Anchieta, nos preparamos para mergulhar, mas a caixa estanque (equipamento que protege a camera de video para gravações embaixo dágua) embaçava a lente toda vez que entrava na água, ou seja, não conseguimos gravar nada nesse dia.
Como já estávamos longe da base, resolvemos aproveitar para conhecer a biodiversidade do lugar sem poder filmar.
Mergulhamos, e apesar do dia quente como verão, parecia que era enfrentar as águas geladas do Ártico. Foi um péssimo mergulho já que a visibilidade estava ruim, e nada de peixes, invertebrados, nada... Era como mergulhar num mar sem vida...
Mas o que era ruim, poderia ficar pior...
Uma hora depois quando voltamos à superfície, nosso barco (uma "chatinha" de 5 metros de comprimento) estava completamente alagado, todos os nossos pertences boiando. Se a gente não voltasse logo 20 minutos depois, o barco seria mais um na estatística de naufrágios.
Sem desespero, o chefe do Museu Oceanográfico Sérgio Teixeira de Castro, tratou de tentar ligar o motor... nada de pegar... 50 tentativas depois... sem sucesso...
Eu fiquei encarregado de tirar a água do barco com ajuda de um balde, enquanto isso Wilson Montanha e o biólogo Fabiano esperavam boiando no mar para não fazer peso na embarcação.
Ficamos nessa situação por mais uma hora quando ligamos pelo celular (incrível mas apesar da distância da praia, o sinal estava bom) para acionar um resgate na base da USP. O segundo barco apareceu 40 minutos depois, e nos rebocou de volta com segurança.
Apesar dos problemas, foi uma situação inusitada tirar água da embarcação, sem saber ao certo se o motor iria pegar ou não...
Pena que estes momentos não foram gravados. Nossa camera principal estava embalada com segurança por que não é à prova dágua. Por isso não foi possível fazer esse registro.
Assim foi o nosso primeiro dia da expedição...
continua...
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